Aplicação no Setor Naval e a Resistência à Corrosão Marinha

A utilização deste material de adição contínuo é fundamental na construção e reparo de embarcações, especialmente as estruturas expostas ao ambiente marinho, onde a corrosão por água salgada é uma preocupação constante. As ligas base mais utilizadas neste setor são as de Alumínio-Magnésio (série 5xxx), conhecidas por sua excelente resistência à corrosão em água do mar. O consumível de enchimento escolhido deve, portanto, corresponder a essa resistência. Ligas como a ER5183 ou ER5356, ambas ricas em Magnésio, são as preferidas, pois o Magnésio confere a resistência química necessária ao cordão de solda.

Exigências de Certificação e Propriedades Mecânicas

A soldagem no setor naval é altamente regulamentada por sociedades classificadoras (como ABS, DNV), que exigem que o material de adição seja rigorosamente testado e certificado para garantir que o metal depositado atenda a requisitos específicos de resistência à tração e ductilidade, além da resistência à corrosão marinha. Em estruturas navais, a resistência à fadiga também é crítica, e a ausência de porosidade e inclusões na junta é primordial. O processo GMAW, utilizando este recurso, é vantajoso devido à sua alta taxa de deposição, permitindo a união eficiente de grandes painéis de casco.

O gás de proteção utilizado é o Argônio puro, que garante a limpeza do arco e a qualidade do depósito. A aplicação exige atenção especial à limpeza do metal de base, que pode estar sujeito à contaminação por sal ou cloretos. O pré-aquecimento pode ser necessário para seções mais espessas e para evitar a trinca. O uso deste material em carretéis de grande volume em sistemas automáticos ou semiautomáticos de alta produtividade é comum para otimizar o tempo de construção. Em suma, a escolha da liga de enchimento correta (rica em Magnésio) é o que permite que as estruturas navais de ligas leves alcancem a longevidade e a segurança exigidas pelo ambiente marinho.

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